Category Archives: Música

Pelo dia de Jobim

Por Brunner M.

Eu realmente estava devendo ao maior maestro de música popular da nossa cultura tupiniquim um salve pelo dia 25 de janeiro passado, o dia de São Jobim. Eu quero aqui falar um pouco no “jobinês”, pois assim sei que estarei mais próximo de reverenciar Jobim no tom que ele merece.

Vou te contar o que os nossos simples olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender. A arte de Jobim é como o vento que toca nas folhas contando as histórias que são de ninguém, mas que são minhas e suas também.
Ninguém mais teria a sensibilidade que tivera Jobim ao cantar que a felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor e cai como uma lágrima de amor. A sutileza do maestro é única, só privilegiados têm talento igual ao dele. Um cantinho, um violão e a canção saía pronta, exaltando o amor, a natureza e o seu tão amado Rio de Janeiro.
Jobim, mesmo que com uma nota só, sabia encantar a todos com sua preciosa poesia, e continua encantando. Estou certo que há menos peixinhos a nadar no mar do que pessoas que admiram a obra deste maestro. Ah, se ele soubesse que quando ele toca, o mundo inteirinho se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor!


Paul McCartney e suas "tolas" canções de amor

Por Brunner M.

Havia nos Beatles, além de quatro músicos, quatro personas diferentes. As diferenças mais polêmicas se sobressaíram na relação John Lennon/Paul MacCartney. Lennon era um compositor de letras profundas, McCartney, apesar de possuir letras profundas (vide Yesterday, For No One e Let It Be), parecia possuir um prazer imensurável em escrever canções sobre assuntos corriqueiros. Lennon se arriscava com canções guturais, mesmo após o fim da lendária banda, e McCartney se afirmava com suas ‘love songs’, mas, certamente, não por medo do insucesso com outro tipo de letra.
Após o fim dos Beatles, McCartney foi cobrado, criticado, subestimado. Enquanto John enrudecia seu rock, Gorge busca inspiração na Índia e seus gurús e Ringo se confortava na condição de ex-beatle, Paul flertava com a música clássica e se aprimorava na arte de fazer canções românticas, que foram, constantemente, alvo de comparações com as maiores obras primas do fab four, e McCartney considerado por muitos, decadente em relação ao passado, por mais que assolasse as FMs por todo o mundo com canções como “Ebony and Ivory” ou “No More Lonely Nights”.
O maior crítico de McCartney foi, provavelmente, Lennon, pelo menos enquanto esteve vivo. Lennon alfinetava Paul com declarações e com canções em seus álbuns. Em uma delas, a malcriada “How Do You Sleep”, John dispara “The only thing you done was yesterday”, se referindo tanto ao passado  de McCartney como beatle quanto à reconhecidíssima canção “Yesterday”. Paul, em forma de canções, soube responder com elegância. Em uma delas “Silly Love Songs” (de 1976), questiona: o que há de errado em escrever canções tolas de amor?
Bem, parece que de 76 até hoje o mundo não mudou muito. As canções de amor ainda conquistam os corações das pessoas, e as músicas de Paul, por algum momento consideradas tolas, envelheceram melhor que as de Lennon. O mundo está redescobrindo McCartney, seus álbuns solo e com os Wings estão sendo remasterizados e relançados, e o beatle está ganhando com vigor um crescente público jovem. Na onda Maccamaniaca (como são chamados os fãs do cantor) entrou até mesmo o seriado norte-americano Glee. Um episódio da série receberá o nome “Silly Love Songs” o que promete elevar a taxa de romantismo na escola onde se passa a história.

Em tempos de intolerância, ódio e individualismos, o que há de errado nas canções de amor?  Lennon teve sua forma de lutar pela pacificação mundial, construiu verdadeiros hinos pela paz, mas talvez as “silly love songs” sejam o verdadeiro antídoto contra as guerras, não apenas as diplomáticas, mas também as interpessoais, pois, como presumiam os próprios Beatles na década de 60, “All We Need Is Love!”


Nossos ídolos ainda são os mesmos:29 anos sem Elis

Brunner M.

Hoje, 19  de janeiro, eu não poderia deixar de falar da grande Elis Regina, a maior cantora da nossa história, que nos deixou órfãos a exatos 29 anos. Quando Elis morreu,eu ainda não havia nascido, mas a intensidade do brilho desta estrela foi capaz de me alcançar nos meus vividos anos do século XXI, felizmente.
Elis Regina se consagrou como intérprete e revelou diversos compositores que se firmaram no cenário nacional, como Milton Nascimento, além de cantar com gigantes da nossa música, como Tom Jobim. Deu voz a clássicos que vão da interiorana “Romaria”, à urbana “Como Nossos Pais” passando até mesmo por nomes internacionais como os Beatles, com a famosa dobradinha de McCartney “Golden Slumbers/Carry That Weight”.
Como uma pequena forma de relembrá-la, fiz o desenho acima

"She & Him" doces melodias e clima veranil

 Brunner M.
É um som sessentista. Não, setentista. Ou melhor, oitentista. Mas isso está parecendo é noventista! Enfim, eu ainda não consegui definir bem o som da banda norte americana “She & Him” formada pela bela de olhos azuis Zooey Deschanel, que assume o vocal, piano e banjo, e por M. Ward, guitarrista e produtor.
Volume Two é o segundo trabalho da dupla (o primeiro, Volume One foi lançado em 2008). É uma mistura fascinante de folk, indie-pop, soft-rock e alt-country. As referencias musicais possíveis de associar em uma audição do disco são das mais variadas, de “The Cardigans”, “The Beatles”, “The Mammas and The Pappas”, “Belle and Sebastian”, “Peter, Paul & Mary” à “Sixteen None The Ritchie”.

A beleza do disco vai da calmaria de “Brand New Shoes” ao pop-country retrô  e inocente de “Over It Over Again” e “Rindin’ In My Car”, passando pela beatlica “Don’t Look Back” e sonoridades inesperadas como o coral gospel da última faixa “If You Can’t Sleep”. “Volume Two”, com seu clima veranil e suas melodias doces, é daqueles álbuns que se deve ouvir com atenção para não perder nada.

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Tulipa Ruiz: a grande novidade

 Brunner M.

Que magnífica descoberta! Paixão à primeira audição, assim posso introduzir Tulipa Ruiz de uma forma minimamente justa. Quem ouve seu primeiro álbum, lançado em 2010,  dificilmente não é conquistado logo de início, para ser mais exato aos 16 segundos da primeira faixa “Efêmera”, instante em que a voz doce em tom felino da cantora entra na canção.

O álbum, que recebe o nome desta primeira faixa, segue encantando até o fim. Canções brincalhonas como “Pedrinho”, baladas como “A Ordem das Árvores” que lembra as boas canções de Nando Reis, e refrões como “Broncal Dourado” oitentista e futurista ao mesmo tempo, dão um toque de singularidade e maestria ao álbum.

Nova no cenário musical, Tulipa Ruiz começou com o pé direito. A revista Rolling Stone concedeu à cantora as primeiras colocações em suas listas de melhor álbum nacional e melhor música nacional de 2010. Com um futuro muito promissor, Tulipa deixa um gostinho de quero mais a quem ouve seu trabalho até aqui.

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Brasileiros pedem o retorno de Paul McCartney

Por Brunner M.

As três apresentações de Paul McCartney no Brasil em 2010 parecem não ter sido suficiente para os fãs brasileiros. Alguns fãs do cantor (cerca de 300) se mobilizaram para produzir um vídeo pedindo a volta do beatle ao país. No vídeo aparecem todos esses fãs segurando a mensagem “Come Back”,ou seja, “volte” em português.

A melhor parte é que o vídeo tem grandes chances de chegar ao conhecimento de McCartney. Um dos músicos da banda do cantor, o guitarrista Brian, além de assistir o vídeo postou dois comentários no Twitter, em uma delas disse: “Muito obrigado a todos vocês. Estas lembranças são para a vida toda”. Assista o vídeo abaixo.

2011 e os discos que virão

2011 promete satisfazer o anseio de muito fã. Artistas como Marisa Monte, Gal Costa, Chico Buarque e bandas como Kid Abelha e RPM, voltarão ao mercado fonográfico com álbuns de inéditas neste ano. O mercado internacional também reserva bons retornos: os Strokes  (foto) lançam já em março um novo disco, a banda Evanescence também lança em breve, o primeiro single do novo trabalho de Britney Spears poderá ser ouvido nas rádios ainda este mês e espera-se um novo álbum de Madonna para o fim do ano, quase quatro anos após o lançamento de Hard Candy, seu último álbum de inéditas.
Os novos discos de Beady Eye (do ex Oasis Liam Gallagher), Coldplay, REM, Radiohead, Beyonce, Foo Fighters, Kelly Clarkson e Lady Gaga também estão nas listas dos mais aguardados para 2011. Este é apenas um aperitivo de tudo que vem por aí e a Folha Harmônica estará sempre atualizada com estas informações.

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